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Bebi uma cervejinha durante a gravidez... E agora?

January 12, 2017

Como resistir aquele desejo incontrolável do primeiro gole uma boa cerveja? E quando seu parceiro, seus amigos, parentes e afins são todos degustadores assíduos e não abrem mão desse prazer?

Nesse Blog, muito pessoal, diga-se de passagem... irei deixar um pouquinho de lado o tema cerveja artesanal/especial e  tratar de um assunto que aflige muitas mulheres e, no entanto, é muito pouco abordado: o consumo de cerveja durante a gravidez!

Fã de carteirinha! Apreciadora, degustadora, vendedora e Sommelière de Cervejas, agora grávida pela segunda vez, me deparo com esta situação conflitante, uma vontade imensa de beber cerveja e a consciência de evitar o consumo de álcool durante a gestação. Em minha primeira gravidez não tive essa vontade tão intensa e agora muito mais presente no mundo cervejeiro, resolvi pesquisar em várias fontes, buscar respaldo científico e até encontrar outras futuras mamães vivendo neste mesmo dilema. Foi quando percebi que este tema é realmente um tabu, pois encontramos muitos artigos repreendendo o consumo de álcool, inclusive é lei em algumas regiões (muito válida por sinal, já que conscientiza as gestantes sobre o risco da síndrome alcoólica fetal), mas  são pouquíssimas as fontes que tratam de situações da vida real, de mamães que realmente consumiram cerveja durante a gestação, quase ninguém fala abertamente sobre isso. Será que sou a única gestante a sofrer com a falta de uma cervejinha? Creio que não, né?!

Então vamos aos fatos! Ironicamente até os anos 60 anúncios de cervejas eram corriqueiramente encontrados, fazendo referência aos benefícios do consumo de cerveja preta por gestantes, lactantes e até mesmo por crianças! Antes que seja mal interpretada já adianto que não pretendo fazer apologia ao consumo de bebidas alcoólicas nestas etapas, apenas farei uma abordagem histórica e social do tema, expondo também aqui alguns dados científicos, baseados em sólidas pesquisas.

 

Atualmente, sabemos que os benefícios exaltados antigamente devem-se ao fato da cerveja conter vitaminas e minerais muito benéficos ao organismo, em contrapartida hoje sabemos o quanto excesso de álcool é prejudicial.

Durante a gestação o organismo necessita de maiores quantidades de aminoácidos, vitaminas B6, B12 e ácido fólico, substâncias encontradas em abundância nas cervejas especiais. Seria possível então estabelecer uma dosagem que não oferecesse risco a gestante e ao bebê?

Segundo pesquisadores da University College de Londres que analisaram o perfil de mães que consumiram e não consumiram álcool durante a gestação, o consumo moderado de cerveja em média 280 ml por semana não causou impacto negativo no desenvolvimento intelectual e cognitivo das crianças acompanhadas. Yvonne Kelly, autora da  publicação científica divulgada no  International Journal of Obstetrics and Gynaecology afirma que "Sabemos que beber muito durante a gravidez tem um efeito muito prejudicial, mas é muito improvável que beber pequenas quantidades terá um impacto (na gravidez)". Noutra pesquisa realizada pela Universidade de Valência na Espanha é constatado  que  “a cerveja sem álcool pode ser muito benéfica, aumentando em até 30% a capacidade antioxidante do leite materno. Isso faz com que sejam reduzidos os riscos de futuras doenças cardiovasculares, tanto nas crianças, quanto nas mães.”

Porém os médicos ainda divergem quanto a questão, enquanto alguns (como minha obstetra, por exemplo..rsrs) são totalmente contra a ingestão de álcool durante a gestação, outros afirmam que pequenas doses semanais, cerca de duas taças de fermentados (cerveja e vinho) podem ser consumidos com moderação, sempre valendo o bom senso... Aliás, vale ressaltar aqui, que esses estudos que explorei sobre o consumo de álcool em pequenas doses durante a gravidez, não se aplica aos destilados (vodca, tequila, rum, uísque, cachaça, licor e gim), restringindo-se apenas ao consumo de cervejas e vinhos.

Então, qual a solução? Ceder a vontade de um golinho de cerveja ou abster-se totalmente?

Não é adequado afirmar que a ingestão de cerveja durante a gravidez, mesmo que em doses restritas, seja totalmente segura, o ideal mesmo seria optar por uma artesanal sem álcool! E particularmente, apesar de esporadicamente não resistir a uma cerveja especial, diria as mamães que conseguem reagir bravamente a essa tentação que as admiro e que continuem neste caminho e às que se encontram nesse dilema como eu que não estão sozinhas!

Ein Prosit!

 

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Adriana Specht
Sommelière de Cervejas

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